terça-feira, 20 de junho de 2017

Manhattan Project, já jogou?

No último encontro do Clube Péricles, jogamos o Manhattan Project. O jogo chamou atenção ( há muito) devido ao seu tema, construir artefatos nucleares para destruição em massa, baita imoralidade!!!???... mas como não sou da turma do mimimi....é apenas um jogo e para mim esse é o foco.



Bom, cada jogador no papel de trabalhadores de um país, procura desenvolver bombas atômicas, em síntese  é uma corrida armamentista. O jogo é simples, com pouca dependência de idioma, o jogador se preocupa em alocar seus trabalhadores, do total de doze, começando com quatro não especializados.
Deve se preocupar em obter engenheiros e cientistas, necessários para realmente chegar a um resultado efetivo. Não tem como construir bombas sem estes trabalhadores especializados, por  ser requisito das cartas dos artefatos ( projetos das bombas).

Os trabalhadores sobre o tabuleiro central, podem ser alocados um de cada vez, porém alternando entre a vez de jogar dos jogadores. Ao alocar executa a ação imediatamente, estas podem ser:

1- Deck de construção disponíveis como fabricas, universidades, minas, necessárias para obter os recursos como trabalhadores, aviões, minério entre outros.
2- Para ativar o deck de construções, alocar o trabalhador nesta casa, sem limite de quantos.
3- Espionagem, permite o jogador usar instalações de outros jogadores, limitado ao nível de espionagem da escala;
4- Ataques aéreos, é preciso vencer a defesa de caças do oponente, para atingir as instalações do jogador oponente, o que retarda o programa deste jogador;
5- Reparar instalações destruídas pelos ataques aéreos;
6- Produção de certos recursos nas instalações, quase um bônus;
7- Escala de plutônio e urânio necessários para construir os artefatos atômicos;
8- Obter minério;
9- Obter trabalhadores, cientistas e engenheiros;
10- Obter projetos de artefatos;
11- Obter urânio ou plutônio;

Importante observar, os recursos obtidos nas casas 6, 8, 9 e 11, também podem ser obtidos nos tabuleiros individuais dos jogadores, mas deve ter para tal, as respectivas instalações


Os trabalhadores sobre este tabuleiro, permanecem ocupando o espaço, impedindo outro jogador de fazer a ação, só liberando o espaço quando o jogador recolher todos seus trabalhadores, o que ocorre após usar todos. Pode parecer que isso trava o andamento da partida, mas garanto que não, tudo acontece muito rápido, e os jogadores ficam sempre naquela torcida, " não ocupa essa casa agora cara!".

Os demais trabalhadores, são usados para ativar as suas industrias, centros de pesquisa, ou seja as cartas dispostas sobre seu tabuleiro individual. Podem ser ativados tantos trabalhadores, quantos disponíveis, ou então os necessários para ativar as instalações. A sequência é  estabelecida pela estratégia do jogador, muito bacana esse mecanismo de alocação. Essa condição acelera o funcionamento do jogo, dai a impressão de estar numa corrida armamentista.
O tabuleiro individual é assimétrico, depende das cartas que o jogador comprou, como visto na imagem:

-a- projeto de bomba,
-b- aviões de caça disponíveis para defesa contra ataques aéreos,
-c- escala de bombardeiros, necessários para melhorar as bombas,
-d- instalações diversas, como minas, fabricas de aviões, universidades, programas de enriquecimento de urânio, aqui é variado e assimétrico;
-e- trabalhadores alocados, para ativar a carta, em muitos casos é necessário o número e o tipo certo de trabalhador;
-f- Artefato atômico concluído;
-g- dinheiro, necessário como investimento na compra das instalações;
-h- reserva de minério, necessário para enriquecer urânio ou plutônio;



Alocar os trabalhadores entre os dois tipos de tabuleiros, ocorre de forma rápida. O jogador passa a vez, sempre que já alocou todos os trabalhadores no seu tabuleiro individual e um trabalhador sobre o tabuleiro principal. Se sobrar trabalhador, não alocável sobre o tabuleiro individual, passa a vez, para  somente  na próxima oportunidade, alocar outro trabalhador sobre o tabuleiro principal.
Após acabarem os seus trabalhadores, na sua próxima vez de  jogar, recolhe todos para sua área de jogo. É nessa que  os espaços são liberados sobre os tabuleiros, prontamente ocupados pelos demais jogadores.

Esse sistema deixa o jogo acelerado, ainda mais quando os jogadores se habituarem com o funcionamento, coisa que gostei bastante.

Bom de básico o jogo é isso, vence quem primeiro construir bombas cujo valor somado, igualar ou superar 50 pontos. Algumas outras opções podem ser levadas a cabo no momento de construir as bombas, como melhorar o seu desempenho, em troca de dinheiro e aeronaves de bombardeio.

Na imagem a reserva geral da partida.





Para finalizar, gostei muito do jogo, tanto por conta de sua simplicidade com regras e funcionamento, como pela rapidez além do tema relativamente bem colado. A interatividade é constante, afinal um jogador em diferentes momentos, pode afetar o jogo de outro jogador, tanto pelas escolhas como por conta de ataques visando destruir instalações do oponente.

Ai faço a pergunta...... Já jogou?

Fica a recomendação, na certa o jogo vai estar presente em outros momentos. Vale lembrar que o jogo possui diferentes expansões, incrementos que não conheço, mas que na certa devem deixar o jogo ainda mais interessante.

Autor- Brandon Tibbetts
Comporta de 2 a 5 jogadores
Duração estimada de tempo por partida, 120 minutos
Idade minima sugerida 13 anos
Complexidade BGG, 2,95  em 5


Abraço!


terça-feira, 30 de maio de 2017

Há dez anos foi Lançado o Fronteira da Tércos.

A pouco me dei conta que agora em 2017, fazem 10 anos que lancei o Fronteira???
Mas para começar o que é o Fronteira?

É um jogo com tema medieval, de colocação de peças (tile placemente), fazendo uso de pontos de ação (action points). Cada peça só podia ser posicionada adjacente a peças cuja a iconografia fosse compatível, ao custo de pontos de ação. Vence o jogo quem somar mais pontos, que são também os pontos de ação gastos para montar o seu reino.

Essa aventura começou com a ideia de lançar um jogo no mercado, isso nos idos de 2006/2007. Estava em uma loja, quando observei uns jogos de cartas tipo Magic, expostos numa caixa master, dai a ideia do abestado....vou fazer algo assim!!!

Passei a trabalhar nessa ideia no tempo livre, depois foram horas adicionais, ver gráficas, registrar marcas, prototipagem, testar, facas de corte, matrizes de impressão, isso em Joinville de 2007, então maravilha, tava lá o jogo e tudo mais. Encontrei um representante comercial, trocamos ideias, mas naquela época esse tipo de jogo?

Claro que existia esse tipo de jogo (importando), claro que havia grupos de discussão como a Lista BG-BR (o mercado de então), mas uma loja vender esse tipo de produto??.....  não era nada comum. Embora tenha trocado ideias com os lojistas, o discurso é um, mas vai lá vender para esse  "putos", depois que você investiu..."é que falta a imagem de algum artista", até esse tipo de "asneira" cheguei a escutar, mas por fim demonstra o que era o mercado da época, e o lojista quer um produto que gire, não tá lá por altruísmo, ideologia, são negócios, não conte com eles para desenvolver nada.

Bom isso agora é história. O resultado final ficou aquém do esperado, jamais recuperei o dinheiro investido, por conta de uma série de fatores.O pessoal da gráfica, não fez um bom trabalho, mas o idiota aqui, ainda pagou adiantado, dá para ver o tipinho. 



No final vendi algo em torno de 270 jogos, de um lote de 500 unidades, parece bom, mas há sempre investimentos maiores que dependiam de outros fatores, para tornar o negócio lucrativo e isso não ocorreu.

Também tenho minha parcela de culpa nessa história, fiz uma serie de besteiras como:

-registrar a marca, devia deixar o barco andar primeiro, para ver como o negócio funcionava de fato, para depois fazer isso, muita grana perdida aqui;
-a primeira versão de regras ficou mau escrita, confusa, cria uma péssima imagem;
-a qualidade gráfica como já mencionei ficou ruim, cria outra péssima imagem;
-não participava de grupos de discussão, embora acompanha-se a leitura das discussões, iria ajudar a criar diretrizes;
-pouco testado, embora o jogo funciona-se bem, teria fatalmente modificado alguns pontos antes de lançar;



Mas fazer o que, como dizia Rommel, "os planos de batalha funcionam até a batalha começar".

Bom, chega de falar do que deu errado, outro aspecto curioso, haviam outras seis expansões desenvolvidas para o jogo, nunca lançadas, salvo alguns raros exemplares da expansão Território, que anexava tabuleiros modulares, pois a versão original era jogada sobre a mesa sem uso de tabuleiros. Mas como expansões iriam adicionar vikings, barcos, (era o passo seguinte), haveria também dragões, feiticeiras, novas construções, mercadores e mercadorias, uma miríada de nuances que tornaria o jogo sempre mais denso, embora continua-se a ser um tile placement e action point.



Contei com a ajuda de alguns amigos, familiares, cito em especial o apoio (posteriormente em 2008), do Alessandro Caporal, mentor e mantenedor da Ilha do Tabuleiro. Está ai o registro dessa história, os dez anos do jogo Fronteira da Tércos, minha primeira aventura como criador de jogos. 


Abraço!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Wargames na EsPCEx.

Wargames na EsPCEX, Escola Preparatória de Cadetes do Exército, parece o lugar mais que adequado, afinal jogos de guerra são simplesmente focados em unidades militares, desde suas grandes formações em nível estratégico, até pequenas seções de combate como nos jogos táticos.

A princípio podemos pensar que os  Wargames, são mais conhecidos nos círculos civis do que militares, afinal são jogos, é lúdico. Mas isso é um engano, os jogos de guerra desde há muito são usados para prever situações, criar cenários hipotéticos, levados em conta em caso de conflitos, isso já no século XIX, o que faz todo sentido, afinal se a maquina de guerra for usada, não tem como voltar atrás. Difere que nos jogos civis, os mecanismos de cada sistema, procura expor este ao aquele aspecto relevante sobre os combates. Nos círculos militares, as estatísticas são mais importantes, de modo a compor diferentes quadros possíveis para um determinado conflito.

Foi nessa que o pessoal do Clube Somniun e  o Clube dos Generais, aliados a  pessoas do meio, como o Gerson Monteiro, militar da reserva e entusiasta dos jogos de guerra, acabaram por participar do evento na EsPCEx. O foco eram as comemorações do final da 2º Guerra Mundial e a participação Brasileira no conflito, como é bem conhecido ou pelo menos deveria.

No evento, houveram encenações de combate, com figurinos da época, exposição de relíquias militares, e também jogos de guerra, nosso foco. Tenho conversado com frequência com o Gerson Monteiro, afinal ambos gostamos dos jogos em questão, trocamos ideias sobre como fazer esse nicho aparecer, divulgar os jogos e não tem milagre.

O negócio é mesmo participar, criar eventos, quebrar a velha mistica sobre este tipo de jogo, difíceis e de longa duração, o que nem sempre é verdade., mas também volto a reiterar a importância dos já aficionados pelos jogos de guerra, DESCE DO PEDESTAL, postura de muitos se achando DEUSES DA GUERRA, receba bem o novato no meio, incentive a participação, ai sim aos poucos a coisa toma corpo.

São do Gerson, as imagens que estou utilizando nesta postagem, dai meus agradecimentos, e nada melhor do que elas para contar o que aconteceu.

Relíquias militares.

Réplicas de armamentos.

Note a insignia na manga.

Encenação.

Jogos de Guerra.

Pessoal do Somnium como monitor .

Pessoal dos Wargames.



Aqui o Gerson, junto a um entusiasta 
que participou da encenação.





Bom pessoal é isso ai, pelo que se vê estava muito bacana, exposição, encenação, jogos, cabe um agradecimento ao exército, ao abrir as portas para a interatividade com a população civil e nada mais correto que isso.


Abraço!


sábado, 6 de maio de 2017

Pelo visto, o final de semana é dos Wargames.

É isso ai, ontem postei uma chamada para o evento de hoje, organizado pelo Clube Paulista de Wargames - CPW, onde os participantes podem mergulhar na Terra Média e batalhar contra os orcs, é  jogo de guerra.

Também hoje, em evento paralelo, o Clube dos Generais e o Clube Somnium, tradicionais grupos de jogos de guerra,  participam de atividades na Escola Preparatória de Cadetes do Exército -EsPCEx.,com o sugestivo título,  Tributo a FEB, Força Expedicionária Brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial. O evento conta com diversas atividades, palestras, exposições, aberto ao público, veja logo abaixo maiores informações.






Neste evento, são expostos os clássicos Hex And Counters, batalhas e campanhas históricas, jogos do acervo dos integrantes destes grupos de jogos.

Transcrevo a chamada para o evento, com detalhes.

"O Brasil na 2a Guerra Mundial - Tributo da EsPCEx aos nossos heróis

6 de Maio de 2017

A AExCamp (Associação dos Expedicionários Campineiros), o GPRH(Grupo de Pesquisa e Reencenação Histórica) “Dogs Of War” e a CVMAISP (Companhia de Viaturas Militares Antigas do Interior de São Paulo) se aliaram a EsPCEx (Escola Preparatória de Cadetes dos Exército) para a realização de mais um grande evento.

Seguem alguns atrativos:
- Exposição de viaturas militares antigas e novas
- Reencenação de fatos históricos(Dogs of War)
- Banda do exército
- Palestras
- Exposição de itens militares antigos e novos...

Mais informações:
reencenador@gmail.com

Conto com a presença de todos

IMPORTANTE:
- Será proibida a entrada com bermudas, chinelos ou camiseta regatas. Tanto para participantes como para visitantes."




Fica a dica.

Abraço!

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Wargames, amanhã tem torneio.

Essa é para divulgar a iniciativa, afinal o relativamente carente nicho dos wargames, tem que mostrar a cara para chamar mais pessoas para o hobby. O povo do Clube Paulista de Wargames, realiza um torneio bem interessante, aberto ao publico em geral.

Transcrevo aqui a chamada dos caras.

“Qualquer um de vocês é bem-vindo a qualquer hora” – Bilbo Bolseiro
Saudações, mestres hobbits, e bem-vindo ao muito aguardado 1º Grande Torneio Aberto de HSBG. Com uma proposta de trazer uma competição amigável e ambientada na incrível Terra Média, este torneio será a oportunidade para mostrar suas habilidades táticas, estratégicas e artísticas. O título de Campeão da Terra Média está em jogo; você tem o que é necessário para comandar as legiões?

Informações Gerais
Data: 06/05/2017
Inscrição: R$ 10,00
Número de participantes: 8
Número de partidas: 3
Tempo de máximo de cada partida: 2 horas
Pontuação do exército: 355 pontos
Limite de miniaturas: mínimo 4, máximo 40
Local: CPW – Clube Paulista de Wargames"









Fica a dica, não perca a oportunidade e muito boa diversão.


Abraço!


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Lady Lúdica, conhece?

Acabei de ler isso, achei muito bacana e remeteu direto a algumas discussões que ocorria no Ilha do Tabuleiro, "cadê as meninas nos jogos de tabuleiros". Havia N argumentos e X motivos, mas a participação era pequena.

Então Lady Lúdica, é uma iniciativa das meninas para as meninas, o primeiro evento onde as meninas tomaram conta de tudo. Local R.Correia Dutra, 99- Rio de Janeiro- RJ, sábado dia 06 de Maio, a partir das 10 hrs até 22 hrs.
Maiores informações no link acima.

Muito bacana, sucesso com essa iniciativa, e que venham mais eventos do povo dos board games. Noto também que essa iniciativa, só vem mostrar o quanto o cenário brasileiro, no que tange os jogos de tabuleiros vem crescendo.


Sucesso.

Abraço!

Nota: fonte da imagem, Lady Lúdica no Facebook.

sábado, 22 de abril de 2017

STB, teste com a regra da iniciativa.

STB, Sistema Tático de Batalha, faz muito que trabalho nesse sistema, mas só recentemente adotei a regra da iniciativa.  Primeiro vamos esclarecer um ponto, o que é a iniciativa num jogo de guerra?

Para quem jogo Tide of Iron, o  assunto é bem conhecido, basicamente, a iniciativa dita quem joga por primeiro. O jogador deve lançar um dado e obter o valor requerido, digamos por exemplo quatro. Este valor pode ser diferente para os jogadores, quando a assimetria, simula por exemplo o melhor comando de um exército em relação ao outro.

Uma vez obtido sucesso na iniciativa, o jogador poderá atacar ou mover com um dos seus grupos de combate.
Desta forma o nível tático é ressaltado, visto ser decisão do jogador, onde atuar por primeiro em meio ao cenário do combate que esta inserido. Para reforçar ainda mais as  condições táticas, a regra "atacar primeiro para depois mover", faz o jogador pensar sobre onde e quando agir e expor ou não unidades na batalha.


Vale lembrar, que se o jogador inicial ao buscar a iniciativa, (ditada na ordem de batalha do cenário), não obter a sucesso, passa a vez para o jogador oponente. Esta situação pode resultar em ações decisivas nos confrontos travados, visto que o jogador, poderá resolver uma situação de combate antes que o jogador oponente possa fazer a mesma coisa, ou seja!....quem "for mais rápido no gatilho", mas melhor, simula a indecisão do comando para executar uma ação.


Os testes realizados com o mecanismo da iniciativa agradaram muito, ainda mais que ajudou a resolver um problema. A ideia é este sistema (STB), ser usado em jogos de qualquer época, dai a decisão de sua utilização, ao testar em jogos onde o tema são as batalhas com tropas em linha, caso do Tuiuti, napoleônicos entre outros. Certas táticas não ficaram bem refletidas, simuladas, a exemplo cargas de cavalaria, com a iniciativa, isto foi resolvido.




Simulação de ataque da cavalaria ao flanco, exposto por conta 
de espaços abertos na linha, em função da iniciativa.

É possível por exemplo, pensar e executar cargas devastadores pela retaguarda ou flanco, com sensível efeito na simulação deste tipo der ação, uma vez que pode facilmente ocorrer a exposição das unidades do oponente.

Bom é isso ai, estão rolando diversos testes, alguns até drásticos, mas na certa o grande ganho para o sistema foi a iniciativa. Hora dessas passo em algum dos eventos com jogos de guerra, e vamos ver como fica.


Abraço!



sábado, 8 de abril de 2017

Estante do Yanker, conhece?

Hobby...."uma atividade praticada por prazer, nos momentos livres".

Na minha opinião toda pessoa deveria ter um hobby, lógico cada um faz o que quer, mas deveria ter. Lá no Estante do Yanker é assim, um espaço para colecionadores de miniaturas, dai tudo que tenha haver com colecionáveis. Uma coisa leva a outra,  os caras de lá, tem também um pé no universo de Tolkien.  Dá uma olhada lá, vai achar muita coisa interessante.

As diferenças não são grandes, o povo lá, não é diferente do povo daqui, afinal nós também temos nossas coleções, aqui são jogos de tabuleiros, porque queira ou não, todo jogador de tabuleiro, acaba montando sua coleção, com aqueles jogos que mais lhe agradam.

Foi nessa que fui convidado, fins de 2016, para prestar uma entrevista para o blog, Estante do Yanker,, falar um pouco sobre o nosso hobby, um pouco sobre jogos, sobre meu blog, sobre o mercado de jogos e a criação de jogos.

Dá uma conferida, espero que gostem, clique aqui!

Abraço!

segunda-feira, 13 de março de 2017

Março, é do Clube Péricles.

É isso ai, não foi esquecido não! 

A nove anos o Clube Péricles de  Jogos de Tabuleiro 
foi fundado na extinta Ilha do Tabuleiro, 
era um dos muitos clubes que surgiram no ótimo espaço 
que era a Ilha. 

Nesse meio tempo, ou seja nos últimos nove anos, 
muita gente chegou, jogou, passou e foi pela vida, 
confesso nem lembrar  quantos. 
Partidas são inúmeras, assim como jogos jogados. 
Na certeza apenas, que sempre o grupo se refaz, 
sempre aparecem caras novas, e continuamos aqui,
 incentivando e prestigiando bons amigos, 
jogos de tabuleiros e lógico cerveja.

Fica então meus parabéns a todos os Periclinianos, 
que desde 2008, quando começamos essa brincadeira, 
até os dias de hoje, 
estão sempre ai a participar e renovar o nosso hobby.

 E que venham mais jogos e bons momentos.



Grande Abraço! 

Parabéns, agora são 9 anos.




sábado, 11 de fevereiro de 2017

Novidade em Joinville, A Guarnição.

Olá pessoal, tudo bom?
Essa é para o povo de Joinville e região. A Guarnição, é agora um novo espaço para o pessoal ligado a jogos de tabuleiros e RPG,
o melhor abriu hoje.

Quem tomou a frente do negócio é o Igor, um cara tranquilo, boa gente que desde que conheceu o mundo dos jogos, há alguns anos, pensou em montar algo do gênero e chegou lá.
O Espaço ainda é modesto, mas já conta com diversas mesas espaçosas,  que podem ser ocupadas ao alugar jogos ou miniaturas para as partidas de RPG de mesa.

Pretende ampliar o acervo de jogos para aluguel e compra, conta com algum material da Galápagos, e muitas miniaturas, na linha fantasia.
No momento oportuno, fala em campeonato de Catan, capitaneado pelo Felipe Asa, e bem provavelmente de outros jogos, desde que, com bastante aceite entre o povo gamer.


A loja é situada na R. Ministro Calógeras, próximo ao cruzamento com a Av Jucelino Kubischek. Vai oferecer, em outro momento espaço guormet, mas como disse o próprio Igor, "tudo a seu tempo".


Ta ai o recado!, vá lá conhecer o espaço.
Gosto de apoiar estas iniciativas, afinal começar é difícil e toda ajuda na certa é bem vinda.

Vide ai mais algumas imagens que fiz.










Abraço!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Itaipa-Wars 2017, como foi?

Fiz a chamada para este evento em dezembro passado, agora a pouco conversei com o Gerson Monteiro ( Ludobellun), um dos organizadores junto com seu Francisco, mostrou-se feliz com o resultado.
Como os jogos de guerra, não são lá a preferência nacional, poucos e pequenos grupos espalhados pelo Brasil, é que realmente fazem acontecer. É uma iniciativa para divulgar os jogos, conhecer pessoas ligadas ao estilo, não diferente do que os jogadores de outros jogos fazem. A grande diferença é que são jogos de guerra, e não adianta insistir. A conversa do pessoal é sobre jogos de guerra, história militar e tudo que de alguma forma esta relacionado com este assunto.

Alguns dos participantes, o Gerson Monteiro esta no centro, o senhor baixinho é meu amigo Francisco do Soldatino Brasiliano.

O local, foi mais que adequado, muito bom.


Primeiramente, vou falar desse estilo de jogo, os jogos de guerra, deparamos com alguns esteriótipos gravados na memória coletiva:

1-são jogos demorados;
2-são jogos com muitas regras;
3-tem que conhecer assuntos relacionados a guerra;
4-além de clichês pé no saco, típico dos bostinhas do  politicamente correto, "sou contra a guerra".

Bom ai digo:

1-sim, tem jogos bem demorados, mas também há jogos onde as partidas, não duram mais que muitos  eurogames.
2-sim, tem muitas regras, mas também muitos jogos de guerra, permitem o aprendizado gradual, acrescentado novos conjuntos de regras, e assim aprofundado o mergulho do jogador sobre o  assunto.
3-verdade, é bom, mas aprender é parte do pacote em todo jogo, euro ou wargame;
4-ninguém que gosta de jogos de guerra que eu conheço, quer declarar guerra, ou deseja isso, são pessoas que apenas gostam de  jogos que exigem algo a mais em tática, estratégia e conhecimento, simples, só isso.

Agora voltando ao assunto, Itaipa-Wars, contou com poucos presentes, mas em aproximadamente 48 hrs de jogatina, disputaram diversas partidas de diferentes jogos de guerra, observe ai:

-MBT
-Andean Abyss
-Warfighter
-For the People
-A Distan Plain
-Objective Kiev(C3I)
-Peleliu
-Labyrinth
-Normandy 44
-The Defense of Lwow








Fica claro que o pessoal teve muito trabalho (força de expressão), mas principalmente muita diversão , sem poder deixar de lado a tática e a estratégia. Alguns dos jogos listados, são uma soma de jogos de guerra e geo política, caso do Labyrinth e o Andean Abyss, recomendo, é jogo tenso. Outros mais leves como o Kiev e o Defence of Lwow, bons jogos para quem quer começar a se aventurar com esse tipo de jogo, e não podiam faltar os táticos,  como o MBT, ou seja enfrentamento com carros de combate, ai sim, o jogador precisa de preferência ter algum conhecimento a mais sobre o assunto. Por conta disso, já fica claro que os jogos de guerra, são sim uma boa opção de jogos, e não necessariamente, o cidadão precisa ser um militar para joga-los.







De básico, afinal é assim em todo grupo de jogo, nem todos participantes conhecem todos os jogos, mas de ante mão, um dos jogadores já conhecia o jogo que ia a mesa, para ensinar os demais e tornar o tempo de aprendizado menor e mais proveitoso.

Bom cidadão, fica o convite para participar dos próximos eventos, do Itaipa-Wars, ou outros que possam surgir,  que sei que vão acontecer.

Há muito a ser feito, para mudar este cenário, quebre o paradigma,  experimente jogar e mudar sua ideia e imagem sobre os jogos de guerra. Tenho certeza que muito jogador, vai encontrar neles bons jogos. Digo isso, porque esse segmento é muito pequeno, embora os jogos na certa estão entre os melhores.

Agora essa é para os WARGAMERS, por conta dos fatores acima mencionados, também de impressões que coli nos anos de vivência no meio dos jogos de tabuleiros, aquela imagem de jogos complexos, que as pessoas tem sobre os jogos de guerra, cabe a você mudar.
Digo isso por conta do que vejo aqui no blog, ou quando era moderador lá na Ilha do Tabuleiro. Sempre que o assunto era ou é  relacionado a jogos de guerra, em geral há muita procura por informações, muito acesso é verificado,  há muita curiosidade e disso se deduz, que também há muitos interessados.
Então SENHOR WARGAMER  desça do pedestal (não se sinta ofendido), seja SIMPÁTICO E RECEPTIVO com o potencial novo jogador, para que ele volte, para que ele passe a se aprofundar no assunto, que é vasto. É assim que se fez e faz com os outros jogos (não wargames), afinal no fim todos vão ganhar, você, o novato, o mercado. Os eventos vão crescer, iniciativas vão pipocar e é esse, só esse o objetivo final.

Abrigado!

Grande Abraço!

E que venham mais eventos sobre jogos de guerra.

Nota: imagens gentilmente cedidas pelo Gerson Monteiro, que também contribuiu com informações e relatos sobre o evento em geral.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Que tal jogar xadrez com blindados.

Olha esse, para quem gosta de jogar xadrez e também gosta dos carros de combate, é uma ideia interessante, quem sabe caberia um tabuleiro mais caracterizado, imitando uma estepe.



Muito bacana! quem sabe inspire alguém.


Fonte Solitaire Wargames



Abraço!

domingo, 15 de janeiro de 2017

2 - Novidades 2017

Continuando com as novidades de 2017...

4- N: The Napoleonic Wars

Autor Ben Madison

Comporta 1 jogador ( solitário)
Tempo de duração da Partida 60 a 240 minutos
Idade Sugerida a partir dos 12 anos

Jogos napoleônicos não são novidade, tanto que existe no BGG, até uma categoria específica.
Neste jogo a proposta é focada nas coalizões, o lado político, as ações da Grã Bretanha contra a França napoleônica. Cada rodada representa dois anos na linha do tempo, e o objetivo é forçar Napoleão abdicar do trono, por conta de derrotas militares.
Por não ser de fato um jogo puro de guerra, pode ser uma opção interessante para uma gama maior de jogadores, as tramas, a política, são instigantes.


5- Sub Terra

Autor Tim Pinder

Comporta 1a 6 jogadores (olha ai opção solitário)
Tempo de duração da Partida 45a 90 minutos
Idade Sugerida a partir dos 10 anos

Jogo cooperativo, tipo dungeon, onde a ideia é escapar da caverna, cercado de toda sorte de perigos relacionados a exploração das mesmas e algo a mais. Cada jogador tem capacidades individuais, e devem saber usar estes poderes, para que em conjunto possam escapar de seu destino terrível nas profundezas da Terra.
Normalmente não gosto dos jogos do estilo dungoen, mas neste caso a proposta parece ser mais degustável, é pagar para ver.


6- Hotshots

Autor Jstin De Witt

Comporta 1 a 4 jogadores (outra opção solitário)
Tempo de duração da Partida 60 minutos
Idade Sugerida a partir dos 10 anos

Outro jogo cooperativo, no qual os jogadores com capacidades individuais, devem operar como um time para enfrentar incêndios florestais.Os dados criam o elemento aleatório que vai formando o cenário, enquanto os jogadores devem tomar decisões para resolver as seguidas crises provocadas pelo incêndio florestal.
Confesso que gostei do tema, da modularidade, da aleatoriedade dos dados, parece um opção deveras interessante.

Fonte: BGG

Link para publicação similar - 1- Novidades 2017


Fica a dica!